TinyURL
domingo, julho 29, 2007
Voltei a usar o bom e velho Slackware e hoje serei breve. Ensinarei como emular uma unidade scsi para que a gravação de vocês não tenham problema. Estive olhando os diversos tutoriais na net (se bem que grande parte é copiado de um bem conhecido do forum Slackware Brasil) e na sua grande maioria são confusos e apresentam passos completamente desnecessários. Portanto aqui vai a receita de bolo para um Slackware 12.0:
1> digite no terminal: mcedit /etc/lilo.conf
2> onde tem a imagem da inicialização digite no final a seguinte linha append="hdc=ide-scsi hdd=ide-scsi" no meu caso que possuo 2 combos. A última letra (hdc e hdd), mudam de acordo com sua máquina e se você não sabe, na inicialização do kernel aparece a letra correspondente, preste atenção e se for diferente substitua.
3> salve o arquivo e quando retornar ao terminal digite lilo
4> ainda no terminal digite mcedit /etc/rc.d/rc.local e no final do arquivo digite modprobe ide-scsi salve-o e reinicie a máquina.
5> na inicialização já dá pra perceber a emulação, porém se passar em branco é só digitar em um terminal o seguinte comando cdrecord --scanbus e deve aparecer algo do tipo:
Cdrecord-ProDVD-Clone 2.01.01a23 (i686-pc-linux-gnu) Copyright (C) 1995-2006 Jörg Schilling
cdrecord: Warning: Running on Linux-2.6.21.5-smp
cdrecord: There are unsettled issues with Linux-2.5 and newer.
cdrecord: If you have unexpected problems, please try Linux-2.4 or Solaris.
Linux sg driver version: 3.5.34
Using libscg version 'schily-0.9'.
scsibus4:
4,0,0 400) 'HL-DT-ST' 'DVDRAM GSA-H10A ' 'JL02' Removable CD-ROM
4,1,0 401) *
4,2,0 402) *
4,3,0 403) *
4,4,0 404) *
4,5,0 405) *
4,6,0 406) *
4,7,0 407) *
scsibus5:
5,0,0 500) 'HL-DT-ST' 'CD-RW GCE-8526B ' '1.03' Removable CD-ROM
5,1,0 501) *
5,2,0 502) *
5,3,0 503) *
5,4,0 504) *
5,5,0 505) *
5,6,0 506) *
5,7,0 507) *
Pronto sua emulação está feita.
Cordialmente.
segunda-feira, julho 16, 2007
1> Faça o download do emulador no site oficial do ePSXe aqui
2> Instale na pasta de sua preferência. Atente para que o programa é apenas o executável, você ainda terá que instalar os plugins de audio, vídeo e do cdrom, assim como a BIOS para poder jogar as ISOS. Para o donwload de tudo isso visite aqui
3> Instale os plugins na pasta plugins e todos os arquivos que comecem com cfg na pasta cfg e a BIOS na pasta bios (lembre-se que a BIOS vc terá que procurar no google, pesquise por SCPH1001.BIN, comece pesquisando por este site). O plugin de vídeo dependerá de sua placa de vídeo, se for a nvidia aconselho a baixar o plugin Pete's MesaGL Plugin. Mas claro que vc pode baixar tudo e ir testando, fica ao seu critério.
4> Teste a BIOS dando um run, se estiver funcionando passe para o próximo passo, caso negativo teste as outras duas possibilidades. Atente que a versão 1001 corresponde ao USA, a 1000 para Europa e 7502 para o Japão.
5> Configure os plugins de acordo com seu gosto, porém aconselho sempre deixar marcado a opção de limite de FPS modo auto, caso contrário o jogo ficará em uma forma forward (como se vc tivesse adiantando as cenas de um dvd na velocidade 20x por exemplo).
6> Rode a iso ou cdrom e divirta-se.
Cordialmente.
sábado, julho 14, 2007
Em primeiro lugar gostaria de agradecer os inúmeros elogios recebidos deste humilde blog, e também às críticas construtivas, mas o saldo positivo muito tem me agradado.
Bem pessoal hoje vou só dar uma passadinha rápida pois o sono está pesado. Gostaria de postar aqui alguns endereços eletrônicos para a atualização do seu openSuSE, que apresenta-se na forma de repositórios. Repositórios são endereços eletrônicos que possuem uma quantidade de pacotes de programas para um determinado sistema operacional especificamente e através deles você pode instalá-los ou atualizá-los de uma maneira fácil e sem dores de cabeças, onde as dependências são resolvidas de forma automática através de uma ferramenta de gerenciamento de pacotes. Tenha em mente que existem basicamente 3 tipos de repositórios. Os oficiais, os semi-oficiais e os de terceiros. Obviamente 100% de confiança somente com os do primeiro grupo, porém apenas utilizá-los lhe dá um sistema operacional "incompleto" (no sentido de se utilizar outros programas e outros recursos como driver de aceleração gráfica 3d, ou até mesmo ouvir mp3). Os semi-oficiais lhe dão uma margem bastante segura também e são essenciais para atualizações de pacotes como o KDE e o XGL. Os terceirizados são projetos pessoais ou não que contém programas diversificados para complementar o seu SO.
No forum http://www.susebr.org/ na seção Geral --> FAQ encontramos um script que faz a atualização desses repositórios. O autor do script é o Scott Morris e neste FAQ foi editado pelo usuário Otto. Lá você encontra dois tipos, o primeiro onde adiciona-se os 3 tipos de repositórios e um segundo onde adiciona-se somente os 2 primeiros. Eu particularmente editei este mesmo script e adicionei os repositórios que me interessavam. Neste blog gostaria de promover a divulgação do fórum supra-citado, por isso não colocarei o arquivo editado lá, prefiro que o leitor se direcione ao referido site e além de olhar este tópico em específico, atente para os demais, pois lá encontraremos soluções para os mais diversos problemas com o pessoal mais gabaritado possível na área como moderadores.
Contudo posso postar aqui como ficou meu arquivo editado:
#!/bin/sh
# Make sure we are root.
if [ "$EUID" != "0" ]; then
echo "You must have root privileges to run this script!"
exit 1
fi
printf "################################################################################\n"
printf "YAST INSTALLATION SOURCES SETUP SCRIPT FOR openSUSE 10.2\n"
printf "by Scott Morris (2006-12-22)\n"
printf "http://www.suseblog.com/\n\n"
printf "You *MUST* be connected to the Internet for this script to work!\n\n"
printf "Though almost all repositories are added in a matter of seconds, the OSS\n"
printf "repository can take upwards of half an hour to download and parse through all\n"
printf "the metadata. It works fine, it just takes awhile on that repo. Please be\n"
printf "patient with that one.\n"
printf "################################################################################\n"
rug service-add http://software.opensuse.org/download/X11:/xfce/openSUSE_10.2/ --type=ZYPP "xfce"
rug service-add http://download.suse.com/update/10.2/ --type=ZYPP "openSUSE-update"
rug service-add http://download.nvidia.com/opensuse/10.2/ --type=ZYPP "Nvidia"
rug service-add http://download.videolan.org/pub/videolan/vlc/0.8.6/SuSE/10.2/ --type=ZYPP "Videolan"
rug service-add http://software.opensuse.org/download/X11:/XGL/openSUSE_10.2/ --type=ZYPP "Beryl+Compiz+XGL"
rug service-add http://software.opensuse.org/download/OpenOffice.org/openSUSE_10.2/ --type=ZYPP "OOO"
printf "Adding non-oss repository. This may take a few minutes.\n"
rug service-add http://download.opensuse.org/distribution/10.2/repo/non-oss/ --type=ZYPP "openSUSE-10.2-non-oss"
printf "Adding OSS repository. This may take quite awhile. Rest assured that it hasn't locked up.\n"
rug service-add http://download.opensuse.org/distribution/10.2/repo/oss/ --type=ZYPP "openSUSE-10.2"
printf "\nThe script has now finished.\n"
printf "For many more installation sources, please visit the following URL:\n"
printf "http://linux.wordpress.com/2006/12/20/opensuse-102-the-most-complete-list-of-repositories/\n\n\n"
Como proceder:
1> Copie o script a partir de #!/bin/sh até "http://linux.wordpress.com/2006/12/20/opensuse-102-the-most-complete-list-of-repositories/\n\n\n"
2> Crie um novo arquivo de texto com seu editor de texto preferido e cole estes dados, salvando logo em seguida.
3> Atribua ao texto o modo executável com o seguinte comando, sem as aspas, "chmod +x nome_do_arquivo" e dê enter.
4> Quando for solicitado importar a chave prossiga afirmativamente e espere o script terminar.
Após este passos sua fonte de instalação estará com esses novos repositórios. Agora é só atualizar e/ou instalar novos pacotes. No caso de drivers de placas de vídeo atente que se houver instalação delas antes de atualizar o kernel vc terá que recompilá-lo para que seu ambiente gráfico funcione perfeitamente novamente, por isso é muito bom e útil que vc tenha o seu driver salvo no hd.
Cordialmente.
Hoje irei falar um pouco da história do Linux SuSE, distribuição que conseguiu abolir de vez a minha dependência do Ruindows e pela qual ultimamente estou apaixonado, seja pela sua leveza ou por sua comodidade de ambientes gráficos perfeitos.
PARTE 1 - CONSIDERAÇÕES GERAIS:
SUSE Linux é uma das mais conhecidas distribucões Linux existentes em nivel mundial. Entre as principais virtudes desta distribuição se encontra a que seja uma das mais fáceis de instalar e administrar, já que conta com vários asistentes gráficos para completar diversas tarefas.
O nome "SuSE" é um acrônimo do alemão "Software- und System Entwicklung", pelo qual formava parte do nome original da companhia e que se poderia traduzir como "desenvolvimento de software e sistemas". O nome atual da companhia é SuSE LINUX, havendo perdido a primeira terminologia do seu significado (ao menos oficialmente).
Em 4 de novembro de 2003, a companhia multinacional norte-americana Novell anunciou que iria comprar a SuSE LINUX. A aquisição se concretizou em janeiro de 2004. No ano de 2005, na LinuxWorld, Novell, seguindo os passos de RedHat Inc., foi anunciado a liberação da distribuição SuSE Linux para que fosse a comunidade a nova encarregada do desenvolvimento desta distribuição, nascendo o projeto openSUSE.
SUSE inclui um programa único de instalação e administração denominado YaST2 que permite realizar atualizações, configurar a rede e firewall, administrar os usuarios, e muito mais opções todas elas integradas em uma única interface. Além disto, inclui vários ambientes, entre eles os mais conhecidos que são o GNOME e o KDE, sendo este último o ambiente predeterminado. A distribuição incorpora as ferramentas necessárias para redistribuir o espaço do disco rígido permitindo assim a coexistencia com outros sistemas operacionais existentes no mesmo. O GRUB é o adotado como padrão.
O administrador de pacotes utilizados é o RPM (RedHat package manager) ainda que não tenha nenhuma relação com esta distribuição, já que esta basada no Slackware.
PARTE 2 - MASCOTE E LOGO:
Desde a criação do SuSE Linux AG em 1992, um camaleão verde tem sido o mascote e o logo oficial da companhia. "Um camaleão é um animal que se adapta às suas necessidades, igual ao Linux. A vista do camaleão é aguda e está constantemente focada, e nosso enfoque é o Software de código aberto."
O camaleão do SuSE necesitava de um nome. Em fevereiro de 2000, SuSE Linux AG lança um concurso para decidir o nome de seu mascote na LinuxWorld em Nova York, o qual, ademais, era accesível através da Internet, nas páginas www.suse.de e www.suse.com. O nome de "Geeko" foi eleito por mais de 2.000 votos de todo o mundo. A origem, "Geek", é uma terminologia interna dos entusiastas da informática, algo assim como Gurú. O novo nome do mascote verde foi oficialmente adotado no CeBIT 2000 en Hannover (Alemanha). Porém, vários creativos fans do camaleão sugeriram o mesmo nome, desta forma, o ganhador teve que ser determinado através de um sorteio. Um estudante da Austria ganhou o primeiro prêmio, uma viagem para LinuxTag 2000 en Stuttgart.
Hoje em día, Geeko está presente em folhetos, papelaria, objetos de publicidade, e como elemento gráfico do sistema operacional SuSE Linux. O desenhista e autor Rolf Vogt criou a versão comic do Geeko que aparece nos manuais de SuSE Linux. Curiosamente, a delegação da República Tcheca adotou um exemplar vivo de Geeko, um camaleão que vive no zoologico de Praga.
PARTE 3 - YaST2YaST2, acrônimo de Yet another Setup Tool, cuja tradução aproximada é "Mais uma ferramenta de configuração", é uma aplicação disponível nos sistemas SuSE Linux para a administração do sistema. Nas últimas versões veio a ser instalador/administrador, sua história se remente desde os inicios da distribuição SuSE.
Junto con SaX, são as ferramentas mais potentes e de uso fácil para a administração de sistemas Linux.
Recentemente foi trocada a licença de YaST para GPL, já que antes no estava disponível para a comunidade.
Entre suas funções, se encontran:
- Administração de serviços do superservidor (inetd e xinetd)
- Administração do servidor web apache
- Configuração do servidor de correio postfix
- Gerenciamento de usuarios e grupos
- Políticas de segurança.
- Instalar/desinstalar software
- Configuração de hardware genérico (placa de som, mousers, joysticks, placas de televisão, partições, impressoras, scaners, etc.)
- Gerar discos de boot
- Carregar discos de controladores do fabricante (parecidos com a maioria de ficheros .inf de windows).
openSUSE é um projeto livre patrocinado pela Novell para o desenvolvimento e manutenção do SUSE Linux. Antes da aparição do openSUSE, o desenvolvimento do SUSE se realizava a portas fechadas. Agora, o processo está aberto a qualquer programador e usuario que deseje contribuir ao desenvolvimento de SUSE Linux.
A formacão desta comunidade, foi anunciada pela Novell no ano de 2005. Atualmente há duas versões do SUSE Linux:
- A edição Evaluation que contém software não-livre, como plugins para Flash, RealPlayer e Java. Ao contrário do que se possa imaginar, esta versão não posui limitações de tempo nem uso.
- A edição Open Source Software (OSS), que unicamente contém software livre, ainda que se possa baixar software não-livre posteriormente.
Distribuições Linux baseadas no SUSE Linux:
- Novell Linux Desktop
- Java Desktop System
- SUSE Linux Enterprise Edition
- Novell
- Sun Microsystems
- IBM
- Fujitsu
- 10.1-beta6 - Março 2006
- 10.0 - Outubro 2005
- 9.3 - Abril 2005
- 9.2 - Outubro 2004
- 9.1 - Abril 2004
- 9.0 - Outubro 2003
- 8.2 - Abril 2003
- 8.1 - Setembro 2002
- 8.0 - Abril 2002
- 7.3 - Outubro 2001
- 7.2 - Junho 2001
- 7.1 - Janeiro 2001
- 7.0 - Setembro 2000
- 6.4 - Março 2000
- 6.3 - Novembro 1999
- 6.2 - Agosto 1999
- 6.1 - Abril 1999
- 6.0 - Dezembro 1998
- 5.3 - Setembro 1998
- 5.2 - Março 1998
- 5.1 - Outubro 1997
- 5.0 - Julho 1997
- 4.4 - Maio 1997
- 4.3 - Setembro 1996
- 4.2 - Maio 1996
- 3.0 - 1995
- 2.0 - 1994
- 1.0 - Março 1994
- SuSE.com
- openSUSE em español
- SuSEmania.org forum em español
- Paquetes Suseros Buscador de pacotes RPM para SUSE.
- Suse Wiki Oferece uma wiki não oficial de SUSE muito útil se por exemplo deseja saber mais sobre o proceso de beta testing. (Em inglês).
quarta-feira, julho 11, 2007
Depois de um tempo de inatividade aqui neste blog resolvi voltar com força total e com planos de deixar todo dia no mínimo um bom artigo sobre as áreas de interesse proposta para este site.
Como trata-se de um retorno, este deve ser em grande estilo, com um assunto que me agrada bastante e que é uma das bandeiras que carrego comigo desde que comecei a usar computador. O Software Livre, neste artigo mais especificamente o sistema operaciona Linux.
O presente artigo tem como função apresentar em linhas gerais este ambiente, com uma linguagem não muito técnica, para que leigos no assunto possam entender e não se assustarem com esta possível novidade para eles. Não obstante, você que é usuário avançado ou que usa a muito tempo qualquer sistema operacional baseado em UNIX, principalmente o Linux poderá obter informações curiosas sobre o desenvolvimento deste ambiente e também de certa forma contribuir com seus comentários.
PARTE 1 - ASPECTOS GERAIS:
Comecemos então com um breve histórico sobre o Linux. A palavra Linux é uma fusão entre o nome do seu criador, Linus Torvalds com a palavra UNIX e teve sua primeira versão esboçada nos confins da gélida Finlândia, país de origem do Linus. A biografia relata que nosso protagonista era inscrito numa lista de programadores, uma espécie de webforum. Um dia ele estava lendo as mensagens e se bateu com uma pergunta: “Lembra-se daquela época quando os homens escreviam seus próprios drivers de dispositivos (device drivers)?” - infelizmente ninguém se lembrou de memorizar quem fez esta pergunta que desencadeou todo o processo - desta forma, ele então resolveu desafiar a si mesmo e criar um sistema operacional onde se tinha liberdade e não se ficasse "limitado" no sistema (neste caso quero passar a idéia de ficar a mercê de uma estrutura fechada dependente exclusivamente de uma empresa ou "time" de desenvolvedores). O sistema escolhido como ponto de partida era o tão famoso Unix, porém, ele não tinha dinheiro suficiente para comprar os caríssimos Unix que eram o tipo de sistema que ele queria.
Inspirado num pequeno e humilde sistema feito por Andy Tanembaum, o Minix, Linus trabalhou duro para fazer o Linux e desenvolvê-lo, coma uma idéia originalíssima de "Kernel" (cérebro em alemão). Um pouco antes de lançar a primeira versão oficial do kernel, Linus mandou a seguinte mensagem para o grupo de notícias comp.os.minix:
“Você suspira por melhores dias do Minix-1.1, quando homens serão homens e escreverão seus próprios drivers de dispositivos? Você está sem um bom projeto e está morrendo por colocar as mãos em um sistema operacional o qual você possa modificar de acordo com suas necessidades? Você está achando frustrante quando tudo trabalha em Minix? Chega de atravessar noites para obter programas que trabalhem corretamente? Então esta mensagem pode ser exatamente para você.”
“Como eu mencionei há um mês atrás, estou trabalhando em uma versão independente de um sistema operacional similar ao Minix para computadores AT-386. Ele está, finalmente, próximo do estágio em que poderá ser utilizado (embora possa não ser o que você esteja esperando) e eu estou disposto a colocar os fontes para ampla distribuição. Ele está na versão 0.02... contudo eu tive sucesso rodando o bash, gcc, gnu-make, gnu-sed, compressão e etc nele.”
No dia 5 de Outubro de 1991, Linus Torvalds anunciou a primeira versão oficial do Linux, versão 0.02. Desde então, muitos programadores têm respondido ao seu chamado e têm ajudado a fazer do Linux o sistema operacional que é hoje uma grande maravilha. Um sistema criado inteiramente por programadores espalhados pela Internet, com uma ajuda conjunta e todos tendo em mente o trabalho comunitário.
PARTE 2 - DETALHAMENTO
Muito bem, com esta enxurrada de palavras, tais como: MINIX, UNIX, kernel, etc, faz-se necessário neste momento explicar o que representa cada uma dessas palavras e as suas origens. Falemos então agora do UNIX.
UNIX:
A união do Laboratório Bell da AT&T, unius-se a General Electric e o projeto MAC do MIT (Massachusetts Institute of Technology), era voltada para desenvolver um sistema operacional que veio a se chamar MULTICS.
Como é de se esperar o projeto do MULTICS, não atingiu seus propósitos e então os Laboratórios Bell saíram do projeto. Logo em seguida o cientista Ken Thompson da empresa AT&T e um ex-integrante do grupo que desenvolvia o MULTICS, começou a desenvolver um novo sistema.
Este sistema era escrito em Assembly num computador PDP-7. Este foi batizado de UNIX. Umas das grandes dificuldades em se escrever em Assembly é que praticamente o sistema operacional só vai funcionar numa plataforma. Ou seja ficaria limitado a uma única plataforma. Mas uma vez foi feito um esforço para se construir uma linguagem de programação que possibilitasse qualquer programa ser portado de forma bem mais fácil para outras plataformas. Então criou-se a linguagem C.
O UNIX cresceu muito na AT&T. Nesta época a AT&T não comercializava o UNIX, porém o distribuía de forma gratuita juntamente com o seu código fonte para as universidades para fins educacionais. O UNIX cresceu tanto que a AT&T, aproveitando este grande filão de mercado, começou a comercializá-lo. Empresas do mundo todo desenvolveram aplicações comerciais para o UNIX.
A origem do nome Unix, vem do MULTICS. Primeiro foi chamado de Unics. Depois virou realmente UNIX. Brian Kernighan, também pesquisador da Bell Labs, foi quem deu esse nome. O UNIX foi desenvolvido no final da década de 1960 e vai seguindo seu percurso de crescimento.
Entre 1977 e 1981, a AT&T, alterou o Unix, fazendo algumas mudanças particulares e lançou o System III. Em 1983, após mais uma série de modificações, foi lançado o conhecido Unix System IV, que passou a ser vendido. Até hoje esse sistema é usado no mercado, tornando-se o padrão internacional do Unix. Esse sistema é comercializado por empresas como IBM, HP, Sun, etc. O Unix, é um sistema operacional muito caro e é usado em computadores poderosos (como mainframes) por diversas multinacionais. Algumas de suas versões pagas: HP-UX, AIX, Solaris, IRIX. A versão livre do UNIX se chama FreeBSD.
Como se percebe o UNIX é inacessível a maioria das pessoas físicas, pois é caro e exige um hardware adequado. Isso, vai inspirar alguém a criar algo acessível.
PARTE 3 - EVOLUÇÃO
Devido a toda esta história e com a colaboração de cada vez mais programadores, foram surgindo novas visões sobre a construção do ambiente Linux. A estas "concepções" chamamos de Distribuições, ou carinhosamente de "distros". Uma das mais antigas é a distro Slackware (que por sinal foi meu primeiro contato com o Linux em 1996). É considerada até hoje a distribuição mais estável, segura e customizável do cenário, contudo tem a desvantagem (ou vantagem dependendo do ponto de vista) de que o usuário deve saber bastante sobre o sistema para poder alterá-lo, por isto é considerada a distribuição mais complicada. Uma outra distribuição bastante utilizada atualmente e que é regida com orgulho sobre a idéia do software livre é a distro Debian. Considerada a distribuição mais radical no quesito estabilidade e software livre, ela é uma mescla de segurança e praticidade, uma vez que tem incorporada uma ferramente denominada apt-get, que através de uma lista de repositórios adquire os pacotes pré-compilados em um formato próprio, .deb, para uma instalação livre de complicações. A distribuição Debian associado com o Knoppix (distro que revolucionou com o conceito de livecd com o formato de compactação cloop - forte compactação podendo colocar uma gama de programas em 650MB ou até menos) foi a que originou mais distros "easyway" para o usuário final. Existem ainda as distribuições com a estrutura de empacotamento .rpm, tais como o Mandriva, Fedora e o openSuSE. Este último será abordado com mais ênfase pois é a distro que atualmente uso.
Muito bem, espero que tenham gostado dessa compilação e fiquem no aguardo de novos textos.
Cordialmente
Gustavo de Tarso